De onde vem o tirititrán?

2 Pilar Lopez 1Na minha classe de flamenco, eu já tinha escutado da maestra Silvia Canarim que havia sido o cantaor gaditano Ignacio Espeleta, o criador do famoso tirititrán das alegrías. Mas agora encontrei um vídeo do cantaor Chano Lobato, onde ele conta  como foi a noite em que tudo aconteceu, e achei interessante compartilhar.

O ano era 1934, teatro Villamarta, e lá estavam Pilar López, Rafael Ortega, La Macarrona, La Malena, Niño de Gloria para se apresentarem em um espetáculo chamado Las Calles de Cádiz.

Chano Lobato conta que Ignacio Espeleta (1871 – 1938) tinha que cantar para as bailaoras do corpo de baile que dançariam por Alegrías. Eram Juana Vargas ‘La Macarrona’ e Magdalena Loreto ‘La Malena’. Quando começou a música, ele não se lembrava da letra pois estava “bien puesto”, ou em bom português, bêbado. Assim, improvisou qualquer coisa com o que veio à cabeça na hora e as bailaoras, que tinham que dançar para receber seu cachê, seguiram bailando.

Dizem que desde então essa glossolalia se converteu em introdução, salida ou temple de voz para este palo flamenco. Por curiosidade, foram Pericón de Cádiz e Manolo Vargas que popularizaram e preservaram a tradição de cantar o tirititrán no início das alegrias, que continua até os dias de hoje.

Confere aqui o cantaor Chano Lobato contando a história do tirititrán e cantando por Alegrías ao final, por supuesto. Olé!

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Compañía Antonio Gades volta ao Brasil

Considerada ainda hoje o grande expoente da dança espanhola e um dos principais representantes da dança flamenca no mundo, a Compañia Antonio Gades está de volta ao Brasil para apresentações no Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte, de 30/03 a 13/04.

Antonio Gades popularizou a dança flamenca de tal forma que não é possível pensá-la sem levar em conta seu papel na busca pelo essencial do gênero. O bailarino e coreógrafo faleceu em 2004, deixando para o mundo uma herança de criatividade e beleza.

Sua paixão pela dança e pela música flamenca gerou uma obra de enorme repercussão no cinema, teatro e televisão. E sua companhia, sob a direção artística de Stella Arauzo, continua a apresentar seus trabalhos com a qualidade artística pela qual sempre primou.

Duas obras importantes da companhia foram trazidas ao Brasil para esta temporada: Carmen e Fuenteovejuna.


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CARMEN

Inspirado livremente na obra do romancista francês Prosper Merimée, o balé Carmen foi a primeira obra cênica da mítica colaboração de Antonio Gades com o cineasta Carlos Saura. A dupla partiu da intensa música criada por Bizet para sua ópera homônima e a contrapôs à sensualidade, paixão, amor e rivalidade reverberados no mais autêntico flamenco.

Os artistas da Compañia Antonio Gades vivem e respiram o balé, revelando as múltiplas facetas de um personagem lutador, apaixonado e amante da liberdade. A magistral transição entre as cenas traz a assinatura cinematográfica de Saura. A inconfundível clareza na exposição do drama reafirma a característica marcante das obras de Gades. Os acontecimentos se sucedem de tal forma, que ao final o espectador fica em dúvida, sem saber ao certo se assistiu ao ensaio de uma companhia de flamenco ou a uma autêntica tragédia.

Vinte e oito anos depois de sua criação, a Carmen de Antonio Gades e Carlos Saura continua impactando os espectadores de todo o mundo. Obra revolucionária em seu tempo, acabou por converter-se em um clássico da dança espanhola.

FUENTEOVEJUNA

Versão teatral criada por Gades sobre a obra homônima do dramaturgo espanhol Lope de Vega. O núcleo da história gira em torno da luta solidária de um povo contra a tirania de um cacique, símbolo do despotismo e dos privilégios das classes dominantes. Segundo José Manuel Caballero Bonald, co-roteirista da montagem, “o desdobramento temático e o sentido geral de Fuenteovejuna coincidiam expressamente com a linguagem artística e a postura cívica do próprio Gades”. A luz dos quadros de Velásquez, o teatro do Século de Ouro, a imensa riqueza da dança popular espanhola, são todos ferramentas que Gades utiliza com sua característica maestria para contar, sem qualquer palavra, o futuro do autêntico protagonista da obra: o povo de Fuenteovejuna. O espectador se sente retratado em uma obra que irá emocionar todo tipo de público. Magistral mescla do erudito com o popular, Gades manifesta neste grande espetáculo, aquilo que já se converteu em seu testamento básico: sua confiança na riqueza e poder expressivo da dança espanhola em toda sua extensão: o balé folclórico, a dança estilizada e o flamenco.

ANTONIO GADES

O bailarino e coreógrafo Antonio Gades (1936-2004) é uma figura das mais importantes na dança e no teatro europeu do século 20. A obra de Gades buscava restaurar a essência de cada passo, definido pela tradição, pelo folclore, pelo povo. Seu trabalho pode ser visto como uma tentativa de estudar a cultura clássica e popular espanhola em profundidade, para glorificá-la, honrando suas raízes e suas fontes.

Ele estava sempre ciente de que seu trabalho representava a herança cultural de seu povo e que ele deveria agir com cuidado para respeitar sua integridade, a fim de não a alterar. Sua maior conquista foi transformar o flamenco em uma arte dramática, desconsiderando a bravura chamativa e gratuita que, às vezes, ameaça invadir a cena.

Seu encontro, em 1981, com o cineasta Carlos Saura seria decisivo na promoção da coreografia de Gades e, juntos, trouxeram o balé Bodas de Sangre (1974) para a telona. O filme teve enorme sucesso em todo o mundo. Seu próximo projeto foi o filme Carmen, que foi seguido por um balé de mesmo nome, e então El Amor Brujo e o balé Fuego fecharam essa frutífera parceria que popularizou o flamenco em todo o mundo.

Depois veio Fuenteovejuna (1994), ainda considerado o ponto alto da Dança Espanhola hoje e, infelizmente, o último trabalho de Gades. Ele morreu em 2004. Apesar de deixar uma parte de sua obra imortalizada no cinema, a Fundação Antonio Gades trabalha para passar o legado estilístico e a coreografia de Gades para uma nova geração de bailarinos, estudantes e o público em geral.

Caso contrário, seu trabalho teria desaparecido. Junto com esses esforços, a Fundação reuniu um importante arquivo documental. Este arquivo reflete uma época em que a dança assumiu importância monumental na visão que o mundo teve da Espanha depois que o país se tornou uma democracia.

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Carmen

COMPAÑÍA ANTONIO GADES

Após a morte do coreógrafo, a Fundação Antonio Gades mantém e promove seu legado. Dirigida por sua viúva Eugenia Eiriz e sob a presidência de María Esteve (atriz e filha de Gades), a Fundação patrocina a Compañía de Dança Antonio Gades, que continua sendo uma das grandes referências da dança espanhola e do flamenco.

A direção artística da companhia leva a assinatura de Stella Arauzo, que começou a dançar com Gades aos 17 anos e, assim como vários bailarinos, faz parte do elenco original e que agora ajuda os novos membros a internalizar a filosofia, a estética e a ética de Gades.

Nos últimos 15 anos, a companhia se apresentou nos mais renomados teatros, incluindo o Teatro Real de Madri, o Teatro da Zarzuela, o Palau de les Arts em Valência, o Liceu Opera Barcelona e o Centro Niemeyer na Espanha, Sadler’s Wells em Londres, City Centro em Nova York, Herodes Atticus em Atenas, Arena di Verona na Itália, Gran Teatro Alicia Alonso em Havana, Bunkamura Orchard Hall em Tóquio e Müpá Budapeste.

A participação da companhia na ópera Ainadamar, de Osvaldo Golijov (1960), com coreografia de Stella Arauzo, estreou na Espanha com ótimas críticas. Em colaboração com o Teatro Real, a Compañía de Dança Antonio Gades produziu a filmagem e transmissão da trilogia de Gades (Carmen, Blood Wedding e Fuenteovejuna) em cinemas do mundo todo.

A Compañía foi convidada a atuar com Plácido Domingo, primeiro em homenagem ao Estádio Santiago Bernabéu (2016), bem como nas galas dedicadas à Zarzuela e Arte Espanhola. E ainda na Arena di Verona, Itália (2017), Royal Opera House Muscat, Omã (2018) e no próximo verão em Orange, França (2019).

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Fotos e foto de capa: Javier Del Real

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Natalia Meiriño no Brasil em abril

A renomada bailaora Natalia Meiriño fará uma circulação sulamericana em março e desembarcará no Brasil para uma série de shows e cursos. A produção conjunta de Ana Medeiros La Negra (RS), Flamenco Carol Ferrari (SC) e Flora Bacelar (BA), unindo forças e proporcionando esse tempo de arte e cultura flamenca do sul ao nordeste do país, trará workshops internacionais e espetáculos de flamenco com a bailaora, começando já no final de março.

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NATALIA MEIRIÑO

Formada em dança clássica, dança contemporânea e danças espanholas, Natalia Meiriño teve sua formação profissional no flamenco com os maestros como La China, La Truco, Manuel Liñan, Marco Flores, Concha Jareño, Rafaela Carrasco, Belén Maya entre outros.

Começou sua carreira nas salas de flamenco La Axarquia, Los Gabrieles, Madrid se Hizo Flamenco, Cardamomo e Candela, até chegar aos grandes tablaos Al Andalus e Corral de la Morería. Neste último, permanece até o ano de 2007. Posteriormente, se muda para Sevilla, para continuar seus estudos com Alicia Márquez, Andrés Peña e Pilar Ogalla; e ena Jerez, com Soraya Clavijo e Mercedes Ruiz.

Viajou ao Japão em 3 oportunidades, em períodos de 6 meses, ao Tablao El Flamenco de Tokyo, e às escolas de baile flamenco das cidades de Osaka, Kyoto y Fukuoka. Forma parte da Compañía de Antonio el Pipa em vários festivais internacionais e nacionais como Costa Rica, Guadalajara, Monterrey, Beziers, Festival de Jerez e na Bienal de Flamenco de Sevilla.

Reside atualmente em Madrid onde alterna as atuações nos tablaos Las Tablas, Las Carboneras​, Cardamomo, Torero, Candela, Clan e Corral de la Pacheca com suas classes em escolas como o Centro de Ocio El Horno e o Conservatorio Casa Patas. Além disso, realiza as turnês periodicamente, pela América do Sul, Estados Unidos, Europa, Rússia, Marrocos e Japão.

SERVIÇO

PORTO ALEGRE: Ana Medeiros La Negra 
Workshop Internacional de Flamenco, 01, 02 e 03 de abril
Café Sevilla – R. Otávio Corrêa, 39 – Cidade Baixa
Iniciantes – TANGO FLAMENCO
Intermediário – FANDANGOS COM CASTANHOLAS
Avançado – GUAJIRAS

Show: 31 de março / 20h
Projeto Flamenco y Amistad
Café Sevilla – R. Otávio Corrêa, 39 – Cidade Baixa


FLORIANÓPOLIS: Flamenco Carol Ferrari 
Workshop Internacional de Flamenco, 05, 06 e 07 de abril
Rua Trajano Margarida, 257 – Trindade

Iniciantes – TANGOS
Intermediário – GUAJIRAS COM ABANICO
Todos os níveis – TÉCNICA


SALVADOR: Flora Bacelar
Workshop Internacional de Flamenco, 08, 09 e 10 de abril
EDACE – Av. Oceânica, 1404 – Ondina
Intermediário – TÉCNICA DE CORPO, PÉS E LEQUE
Clássico – CLÁSSICO  DE BIZET COM CASTANHOLAS

Show: 12 de abril / 19h
Ventanas del Alma
Teatro Gamboa Nova – R. Gamboa de Cima, 3 – Aflitos

La Lupi volta ao Brasil com charlas e workshops

Pela segunda vez em São Paulo, e primeira em Brasília, a bailaora malagueña La Lupi estará no Brasil para ministrar workshops de flamenco com acompanhamento ao vivo da guitarra flamenca de Curro de María.

Os workshops serão em São Paulo, nos dias 22 a 24 de março, no espaço da Cuadra Flamenca, e em Brasília, de 25 a 28 de março, com produção de Danza Flamenca Cristina Reis e realização de A Su Salud – Roberta Minieri, em São Paulo, e de Instituto Flamenco Raphael Cortés, em Brasília.
Informações: whatsapp (11) 98108.1286 – (11) 98252.2525

La Lupi espalhou seu ensino em aulas de dança por todo o mundo. Sua forma peculiar de dançar e ensinar faz dela uma referência para a juventude bailaora atual. De sua escola surgiram artistas que estão atualmente estabelecidos em diferentes companhias de dança, pertencentes a grandes figuras de flamenco.

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LA LUPI

A bailaora e coreógrafa Susana Lupiáñez Pinto “La Lupi” nasceu em Málaga, no sul da Espanha. Durante sua formação, ela combinou seus estudos de dança no conservatório com apresentações em espaços flamencos, como tablaos ou peñas. Seu encontro com Miguel Poveda a apresentou ao público em geral, embora seus prêmios ou colaborações especiais com Juan de Juan ou Rafael Amargo já revelassem sua capacidade artística.

Finalizou com destaque seus estudos no “Conservatorio Superior de Danza” de Málaga. . Anos mais tarde, depois de vê-la bailar, o guitarrista Juan Maya Marote toma a decisão de levá-la com ele para Madri. Nos três anos seguintes, La Lupi trabalhou em sua Companhia de Dança Contemporânea e Flamenco com Ángeles Arranz, em turnê por toda a Espanha.

Em 1999, criou a “Companhia Flamenca La Lupi”, que lhe permite dirigir, coreografar e protagonizar seus próprios shows e apresentá-los nos mais importantes teatros e festivais nacionais e internacionais do mundo. Entre os espetáculos mais destacados estão: “RETOrno” , “Cartas a Pastora” (Homenagem a Pastora Imperio), “Mudanza” e “La Paula”.

Em 2008 gravou e coreografou o videoclip “Brindo por ti” da artista malagueña Diana Navarro. Em 2010, Rafael Amargo produz um espetáculo para ela chamado “Princesas del Flamenco” no Teatro Calderón de Madrid. La Lupi apresenta os Premios Max de la Música y Danza interpretando o papel de Antonia Merced “La Argentina”. Em 2012, o cantaor Miguel Poveda a convida a participar da turnê “ArteSano” durante dois anos, onde ela executa seis bailes dentro do espetáculo, gravando o DVD do espetáculo ao vivo, no Teatro Real de Madrid. Em 2013 grava ao vivo o DVD do espetáculo ”El Arte por Delante”, no mítico Tablao Flamenco El Corral de la Morería junto com os bailaores Ángel Rojas e Pol Vaquero. Recebe a distinção “Sentir Málaga”, em 2013 da Fundación Siglo XXI pela representação de Málaga pelo mundo, através do seu baile.

Em 2015, o Ballet Nacional de España (BNE) encomenda uma coreografia de Tangos, que ela entitulou “La fonda de Carmencita”, e que se encontra dentro do espetáculo “Zaguán”. Junto ao maestro Antonio Canales forma um dúo no espetáculo “F L A M E N C O S”. Em 2016 recebe a indicação como melhor bailarina nos Premios Max 2016 com o  espetáculo “Cartas a Pastora”

La Lupi estudou com muitos dos maestros mais importantes da dança na Espanha, entre eles Trinidad Santiago (flamenco), Rosa Naranjo (clásico), Katty (danza clásica), Mª Carmen Romero (danza española), Carmela Greco (flamenco), Cristóbal Reyes (flamenco), Tati (flamenco), Julio Príncipe (clásico), Timo (especialista en bulerías), Antonio Canales (cursillo flamenco), Antonio “El Pipa” (flamenco), Ricardo Ocaña (danza estilizada), Belén Maya (cursillo flamenco), Javier Latorre (flamenco), Isabel Bayón (flamenco), Domingo Ortega (flamenco), Rafael Amargo (flamenco), Juana Amaya (flamenco), Marcos Flores (Primer bailaor de Sara Baras y Rafael Amargo), Rafael de Carmen (flamenco), Rafael Campallo (cursillo de flamenco), Oscar de los Reyes (bailaor de Antonio Canales), Torombo (Cursillo de flamenco), Andrés Peña (Cursillo de flamenco) y Pastora Galván (Cursillo de flamenco).

Actualmente posee una compañía de danza y un cuadro flamenco de la que es directora y coreógrafa. Además de actuar en Festivales Flamencos y Peñas Flamencas por toda Andalucía, parte de España junto con artistas de la talla de Aurora Vargas, Pansequito, Estrella Morente, Arcángel, El Pinto, Juanito Villar, Remedios Amaya, Rancapino, El Pele, Pastora Galván, Chano Lobato, Chiquetete, Marcos Flores y un largo etc., y fuera de nuestras fronteras en la Isla Le Men como solista, Singapore, Italia, Casablanca, así como en la Islas Martinicas con su cuadro flamenco, en Portugal, Marruecos, Camerún…Ha impartido cursos de baile flamenco por las zonas de Cádiz, Valencia, Málaga… así como en Alemania, Singapore, Bruselas.

Ela atualmente tem uma companhia de dança e um quadro flamenco do qual é diretora e coreógrafa. Além de atuar em festivais de flamenco e peñas em toda a Espanha, La Lupi viaja pelo mundo ensinando seu flamenco visceral e único.

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Pasarela Flamenco Ecuestre Córdoba nas Caballerizas Reales

Quase chegando a primavera,  foi realizada a segunda edição da Pasarela Flamenco Ecuestre Córdoba, nas Caballerizas Reales. Sete desfiles em um evento que apresentou uma mostra das diferentes tendências da moda flamenca para 2019.

Os primeiros desfiles da manhã foram de duas empresas cordobesas, María José Pedrosa e Flamenco Bordado. Vestidos justos e predominância de cores vermelhas, brancas e pretas foram as propostas de María José.

 

O Flamenco Bordado mostrou uma coleção com predomínio de volume em saias e cores lisas.

 


Os desfiles noturnos começaram com os espetaculares xales bordados à mão sobre seda da emblemática empresa Foronda.

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Em seguida, a estilista trianera Carmen Acedo, com sua coleção “Calle Castilla”. Lunares de galleta (estampa de bolas grandes), combinados com verdes, brancos e vermelhos.  Menção especial para as mangas com voo bem amplo.

 


Alta costura flamenca é o que apresentam sempre as estilistas Ángela y Adela. Tecidos nobres e vestidos femininos e originais na sua coleção “Colibrí”. Já para quem procura cor nesta temporada, para os trajes de flamenca, estão os vestidos de Flamenca Pol Núñez. Vestidos com cortes confortáveis e combinações de lunares e estampados de inspiração oriental.

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O encarregado de encerrar esta segunda edição foi o estilista cordobês Sergy Garrido, com uma proposta flamenca de inspiração nos anos 70, com lycras e maxi volumes nos babados.

Fotos de Aníbal González

Castanholas no Prêmio Açorianos de Música

Este ano, entre as indicações ao Prêmio Açorianos de Música de Porto Alegre, na categoria Espetáculo do Ano, está ‘Carmen e os Violões’, da camerata Violões de Porto onde a bailarina e coreógrafa Ana Medeiros coloca em cena suas mágicas castanholas Del Sur.

‘Carmen e os Violões’ traz oito violonistas e uma bailarina com castanholas. É uma expansão do conceito de um concerto, trazendo uma bailarina que não só coloca coreografia no espetáculo, mas também faz música junto com a camerata, através do sapateado e das castanholas.

A performance foi inspirada na ópera “Carmen” de Bizet e na biografia de Carmen Miranda, evocando elementos do protagonismo feminino e da cultura popular. A coreografia é baseada no flamenco, sem deixar de lado aspectos da dança contemporânea e do samba. Das castanholas de Sevilha ao swing brasileiro, o espetáculo traz em seu repertório compositores consagrados como Georges Bizet, Manuel De Falla, Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga.

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Foto: Fábio Zambon

CAMERATA VIOLÕES DE PORTO

A Camerata Violões de Porto é o encontro de 8 violonistas profissionais da música de concerto no formato de uma mini-orquestra. O grupo tem o apoio da Casa da Música de Porto Alegre e se propõe a executar obras originais e arranjadas para esta formação. O repertório vai do barroco ao contemporâneo e apresenta a sonoridade do violão para além do formato solo ou de acompanhamento, inovando em cores, intensidade e performance. Com sede de ensaio em Porto Alegre, o grupo é formado por músicos de diversas cidades do Rio Grande do Sul: André Godinho, Bruno Duarte, Eduardo Pastorini, Douglas Wagner, Felipe Herbert, Marcel Estivalet, Rafael Lopes e Thiago Kreutz. Todos os integrantes possuem formação em Violão Clássico pela UFRGS.
Mais informações sobre a camerata no Facebook @violoesdeporto

ANA MEDEIROS

Ana Medeiros é bailarina de flamenco e percussionista. Dedica-se ao estudo e ao ensino de castanhola e dança flamenca há mais de 20 anos, ministrando aulas regulares, oficinas e cursos intensivos em todo Brasil e Espanha. Integrou, entre 2007 e 2016, a Cia e a Escola de Flamenco Del Puerto nas funções de bailarina, coreógrafa, membro da direção, designer de figurinos, professora de baile e castanholas. Tem em seu currículo vários prêmios, entre eles Melhor Bailarina no ‘Prêmio Açorianos de Dança 2012’ e Bolsa de estudos na Espanha no ‘II Ciclo Dedicado a la Formación completa del Baile Flamenco en Madrid/ES’.
Mais informações sobre a artista no Facebook @LaNegraAnaMedeiros

 

Concorrem a Espetáculo do Ano em 2019, a Orquestra Villa-Lobos com ‘Paz e Amor’, 50 Tons de Pretas com ‘A Mais Pura Verdade’, Dona Conceição com ‘Asé de Fala’, Dingo Bells com ‘Dingo Bells ao Vivo no TSP’ e a Camerata de Violões de Porto com ‘Carmen e os Violões’. A solenidade de entrega da premiação será realizada no dia 27 de março, às 20h, no Teatro Renascença, dentro da programação da Semana de Porto Alegre 2019.

Foto de capa: Nilton Santolin

O cante de David Garcia no Tablao Perla Flamenca

Trazendo para Curitiba o clima dos tradicionais tablaos (“tablados”) espanhóis, o projeto Perla Flamenca Tablao apresenta, pela primeira vez no Brasil, a voz de David Garcia, no dia 9/03, às 20h30. O artista espanhol, natural da região da Murcia, aprendeu a arte do cante flamenco desde muito jovem e de maneira muito natural, desfrutando do convívio com a família, e chegou ao reconhecimento profissional através da conquista de primeiro lugar em concursos de cante e apresentações em recitais na Espanha.  “É uma honra receber David Garcia em Curitiba, uma voz que remete às raízes mais profundas do flamenco”, comenta Jony Gonçalves, diretor musical e guitarrista do Grupo Perla Flamenca.

Além da participação do convidado especial, o Projeto Perla Flamenca Tablao inicia o seu quinto ano de atividade com uma homenagem ao dia internacional da mulher. Miri Galeano, bailaora e direitora do grupo diz que o flamenco está muito relacionado aos arquétipos femininos, ao mesmo tempo em que é forte e selvagem, é também doce e maternal. “Convidamos todas as mulheres para receberem essa homenagem que queremos oferecer através da arte”, diz Miri.

Nesta edição, também sobem ao palco Jony Gonçalves (violão flamenco e diretor musical do grupo), Gustavo Rosa (percussão), Miri Galeano “La Perlita” (bailaora e diretora do grupo ), Maria Tereza Prado, Chari González, Ana Rossi, Neri Shimidt, Fabiola Mann Pereira, Estefania Mendes e as participantes da Mini Residência Artística: Rebeca Lezcano (Paraguai) e Ariele Cardoso (Joinville).

Durante o show, o público poderá degustar delícias da culinária espanhola e a típica sangria como cortesia da casa. Os ingressos estão à venda pelo Sympla e custam R$ 50,00.

SERVIÇO
Quando: 9/03/2019, 20h30
Onde: Espaço Up Live Rua Cláudio Manoel da Costa, 623
Ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/perla-flamenca-tablao-especial-dia-internacional-da-mulher__445745

Valor: R$ 50,00
Reservas: (41) 99571-7379
Mais informações pelos telefones: (41)95717379 e (41)95202051

 

Sobre o Grupo Perla Flamenca

Após 13 anos de muita dedicação ao Flamenco no Brasil e no exterior e com o objetivo de sempre difundir esta arte, Miri Galeano  “La Perlita” e Jony Gonçalves criaram o grupo “Perla Flamenca Arte em Movimento”. O objetivo do grupo é compartilhar e transmitir a arte a pessoas de qualquer idade, gênero e nacionalidade. Utilizando a linguagem universal da música, o grupo desenvolve diversas atividades, tais como aulas de dança, aulas de violão flamenco, encontros sobre teoria e história do Flamenco, bem como apresentações e workshops com artistas nacionais e estrangeiros. Diretores do Grupo:Miri Galeano “Perlita” Coreógrafa e Bailaora;Jony Gonçalves Músico – Violão Flamenco.

Fanpage do grupo: https://www.facebook.com/perlaflamencaarteemmovimento/
Site do grupo: www.perlaflamenca.com.br

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Perla Flamenca: Miri Galeano e Jony Gonçalves

Sobre o Tablao Perla Flamenca

Com o objetivo de criar um ambiente flamenco em Curitiba e trazer para cá o clima dos tradicionais tablaos (“tablados”) espanhóis, o projeto Perla Flamenca Tablao tem, desde 2015, atividades mensais, abrindo as portas tanto para os alunos da Perla Flamencaquanto para artistas consagrados e interessados de outras escolas que desejarem vivenciar essa arte dentro de um tablao (mini residência artística).

Salón Internacional de la Moda Flamenca começa nesta quinta

Há vinte e cinco anos, Sevilla se converte na capital mundial da moda flamenca, pelas mãos de Doble Erre, Palacio de Exposicines y Congresos de Sevilla (FIBES) e Salón Internacional de la Moda Flamenca (SIMOF). São 25 anos cheios de desafios e mudança
que fizeram do SIMOF uma referência no mundo da moda flamenca.

A cada ano, Sevilla acolhe esta que é a primeira feira professional do setor, principal vitrine da única indumentária tradicional espanhola que admite modas e se contagia das tendências mais atuais. Tanto que esta iniciativa tornou-se um dos eventos imperdíveis da moda na Espanha.

Este ano, o evento acontece de 7 a 10 de fevereiro e novamente a programação incluirá os desfiles diários de estilistas destacados da moda flamenca no auditório FIBES, uma ampla zona de expositores e, pelo terceiro ano consecutivo, a passarela SIMOF EGO, onde haverá desfiles, atuações e espetáculos, com visibilidade de todos os pontos, onde estarão diversos stands.

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Informações sobre o evento e ingressos no site oficial: www.simof.es